terça-feira, 4 de agosto de 2009

Do cair de uma folha

Sinta o aroma que está no ar.
Feche os olhos e apenas ouça
O sussurro cândido do vento.
Não se prenda! Solte os braços!
Abra-os como se estivesse
Recebendo a mais grata dádiva
Que a criação te dá.
Escute o canto harmonioso,
E alinhe-o ao som de teu coração.
Não tenha medo de ser livre,
Se quiser você pode até flutuar
Embalado nesta cadência eólica,
Ritmo poético da criação.
Agora abra os olhos!
Contemple a mágica ao seu redor!
Veja aquela folha desprendida
De seu firme e forte galho.
Veja esta folha ser embalada
Com carinho pelo vento.
Admire sua dança, seus contornos,
Sua graça tão simples e singela.
Observe-a cair ao chão
Cessando seu festejo...
Assim ela ficará até que
Outro vento maroto a lance
A dançar pelo ar.

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